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Em literatura estrangeira, a grande maioria dos autores utiliza-se de uma padronização do que viria a ser baleias, golfinhos e botos. Para esta parcela de autores, as baleias envolvem os cetáceos de maior porte, ou seja, as grandes "baleias" de barbatanas (baleen whales, em inglês – vide texto sobre caracterização geral e atente à descrição do que são as barbatanas). Entre elas estão as baleias-azuis, as jubarte, as francas, e outras (os cetáceos da subordem dos misticetos). Para alguns autores, o cachalote (cetáceo com dentes) seria incluído neste grupo das baleias, já que sua denominação em inglês significa "baleia de espermaceti" (sperm whale, em inglês). Já os golfinhos (dolphins, em inglês) seriam os odontocetos (cetáceos com dentes) de menor porte que possuem o focinho afilado, como o do famoso "Flipper".

 

Apesar da orca receber a infeliz denominação popular de "baleia assassina" (killer whale, em inglês), este cetáceo é tecnicamente considerado como um golfinho. Termos como botos, delfins e platanistídeos, incluem-se na categoria dos golfinhos. As marsopas (porpoises, em inglês; literalmente porco-marinho) seriam os cetáceos de pequeno porte que não apresentam o focinho afilado. São os odontocetos do gênero Phocoena ou gêneros relacionados.

 

Quanto à classificação dos golfinhos, é preciso atentar à nomenclatura das diferentes famílias de cetáceos, e perceber que existe uma família denominada de Delphinidae. Esta família engloba grande parte dos golfinhos comumente conhecidos juntamente com as orcas. Também é importante frisar que muitos estudos recentes de biologia molecular vêm auxiliando pesquisadores no mundo inteiro a conhecer melhor as espécies de cetáceos.

 

Não existe uma classificação fixa e de utilização generalizada, podendo se encontrar diversas formas de classificação diferentes, dependendo do ponto de vista dos autores. Uma espécie de cetáceo pode ser conhecida por diferentes nomes vulgares, dependendo da região considerada e pela força de seu uso. O Brasil é um território de grandes dimensões e diversas culturas diferentes. Em diferentes regiões, animais, frutas e utensílios do dia-a-dia podem receber denominações diferentes, dependendo da região ou estado onde se encontra. Por exemplo, o sinal de trânsito é mais conhecido em São Paulo como semáforo, no Rio de Janeiro como sinal e em outros estados como sinaleira. A mandioca também é conhecida como aipim e como macaxeira. A mexerica como tangerina ou pocã. O mesmo ocorre com os termos "boto", "golfinho" e "toninha" no Brasil. Pesquisadores e pescadores brasileiros, de uma maneira geral, denominam os delfinídeos mais costeiros de "botos", e os outros encontrados em mar aberto de "golfinhos". Não existe uma regra que defina que botos são de água doce e golfinhos de água salgada. Existe sim uma força de uso regional que deve ser respeitada, pois faz parte da cultura de um povo. Portanto, não se preocupe com termos populares. Preocupe-se em saber distinguir a ordem dos cetáceos das demais ordens de mamíferos, em saber distinguir as duas subordens existentes, bem como as principais famílias. Mais do que nunca, preocupe-se em conhecer as espécies de comum ocorrência em águas brasileiras. Estas são pouco conhecidas em função da pesquisa com cetáceos no país ser recente.

 
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